O Espro realiza, de 1º a 16 de março, a Pesquisa Anual de Satisfação com as empresas parceiras.
O objetivo desta pesquisa é mensurar o que nossos parceiros sentem, pensam e esperam dos processos, produtos e serviços do Espro, além de avaliar sua importância e satisfação. Assim, podemos obter a expectativa das empresas e como elas vêem nosso desempenho.
O link da pesquisa foi enviado por e-mail e o Espro conta com a participação de todos para que possamos promover cada vez mais melhorias que resultem em satisfação constante e comprovada.
Elogiar é uma forma de incentivo. Por esta atitude, o esforço e a dedicação dos Aprendizes são reconhecidos pelos gestores das empresas parceiras do Espro. Por outro lado, nossos jovens demonstram que fazer e acontecer é uma forma de desenvolvimento pessoal e profissional. Um bom exemplo é a jovem Aprendiz Jessyca de Almeida Esmael que foi elogiada pela Gerente de Relacionamento do banco Itaú Unibanco pelo seu trabalho.
Confira o depoimento:
O projeto de Jovem Aprendiz é, em minha opinião, de grande valia para nós que estamos aqui na linha de frente das agências. Gostaria de aproveitar a oportunidade para elogiar uma pessoa que nos ajuda muito aqui e que nem sempre nos lembramos de agradecer.
Trata-se da jovem Aprendiz Jessyca de Almeida Esmael que nos atende sempre com grande satisfação e nos ajuda prontamente sempre com sorriso perante nossos clientes.
Como Gerente de Relacionamento,eu a tenho como parceira para aliviar o fluxo de atendimento o que me possibilita fazer cada vez mais negócios.
Agradeço e parabenizo a parceria saudável Itaú e Espro neste grande projeto, que, além de tudo, ajuda estes jovens a ingressarem no mercado de trabalho.
Rosana de Almeida
Gerente de Relacionamento Itaú Empresas
Estudar e aprender uma profissão são sonhos de muitos jovens de baixa renda. O Programa de Aprendizagem é um dos caminhos para realizá-los.
Uma vez que a falta de experiência dos jovens dificulta a conquista do primeiro emprego, é preciso estimular e contribuir para que eles sejam inseridos no mundo do trabalho.
Ao adotar o programa de Aprendizagem, a empresa que contrata um Aprendiz amplia a realização de ideais de jovens que estão em busca de crescimento profissional. É a oportunidade que ele tem de obter o seu primeiro emprego e ser personagem de transformação social para ele próprio e para a sua família por meio da geração de renda e da evolução deste jovem como futuro profissional.
Por introduzir o jovem na realidade empresarial, o investimento dedicado pela empresa ao Aprendiz se reverte em benefícios a ele, à empresa e à sociedade. O processo de Aprendizagem traz conhecimento e autoestima a este jovem. E ainda, de acordo com o acompanhamento que receba de seu gestor e do desempenho que venha a apresentar, poderá se destacar como um futuro talento da organização.
Histórias de conquistas de jovens que integram o quadro de Aprendizes e o relato de empresas que apostaram no Programa podem ser vistas no vídeo “Aprendiz – Um Novo Olhar” – realizado para o Fórum Paulista de Aprendizagem Profissional (FOPAP), promovido pelo MTE – Ministério do Trabalho e Emprego.
Confira o vídeo e saiba mais sobre a importância dos Programas de Aprendizagem.
Conheça o Programa de Aprendizagem do Espro.

A Festa de Confraternização da equipe de Brasília, em 16 de dezembro, foi em um restaurante típico de cidades litorâneas. Houve amigo oculto e distribuição de balões com as novas cores do Espro. Aproveitando o ambiente propício, a equipe aproveitou para comemorar os resultados alcançados este ano, em especial os obtidos na ‘Campanha do Agasalho’ e ‘Ação Criança’, realizadas no segundo semestre de 2011.Foram distribuidos brindes de final aos colaboradores, além da apresentação do vídeo de lançamento da nova logomarca do Espro.
A história da Aprendizagem começa em 1942, com a criação do SENAI – Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial, pelo governo do então presidente Getúlio Vargas. O objetivo era atender a uma demanda crescente de formação de mão de obra para o momento em que o país vivia: a transição de uma economia agrícola para uma economia cada vez mais industrializada. Em seguida, para atender as necessidades no segmento do comércio foi criado o SENAC – Serviço Nacional de Aprendizagem Comercial. Só os segmentos da in dústria e comércio tinham a obrigatoriedade de contratar Aprendizes.
Na década de 90 foram criados o SENAR – Serviço Nacional de Aprendizagem Rural, o SENAT – Serviço Nacional de Aprendizagem do Transporte, e o SESCOOP – Serviço Nacional de Aprendizagem do Cooperativismo, o que ampliou os segmentos para atuação de Aprendizes.
Ao passar dos anos, a demanda por Aprendizes se estabilizou e o Sistema “S” desenvolveu outros produtos educacionais que visavam atender novas necessidades das empresas. Em 2000, o governo decidiu impulsionar a prática da Aprendizagem por meio da Lei 10.097/2000, que ficou conhecida como a Lei do Aprendiz.Havia uma demanda social: era necessário criar dispositivos para gerar emprego e renda para adolescentes e jovens no Brasil. Assim, visando ampliar a abrangência do país, a nova legislação previu a inclusão das organizações sem fins lucrativos, além do sistema “S”. As Organizações Não-Governamentais (ONGs) poderiam contribuir com a sua expertise para capacitar e com a capilaridade para identificar e assistir jovens em situação de maior vulnerabilidade social.
É importante é reconhecer a relevância das contribuições realizadas pelo sistema “S” há mais de 60 anos, pois foi de grande valia para o crescimento do Brasil. A instituição da Aprendizagem no Brasil tem, sem dúvida, um notável merecimento no seu aspecto de marco positivo e de contribuição para a história do país.
Quando a lei surgiu as ONGs já ministravam programas de qualificação profissional para o público adolescente, mas não possuíam programas de Aprendizagem. Por entender os múltiplos benefícios que a Lei 10.097/2000 oferecia ao adolescente, o Espro foi um dos pioneiros em preparar-se como Organização Certificadora de Aprendizes. A condição de Aprendiz garante registro em Carteira de Trabalho com todos os direitos previdenciários, salário, 13º, férias e assistências médica e odontológica . O programa de Aprendizagem também garante a frequência do jovem no ensino regular, item obrigatório, e sua educação profissional básica, ambos de fundamental importância. Nenhum outro programa oferecia e oferece tantas garantias e proteções para o adolescente e, além de tudo, é totalmente respaldado pelo Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA). No entanto, até 2003, não havia ainda uma regulamentação local para programas de Aprendizagem , por isso foi desenvolvido um trabalho junto ao CMDCA – Conselho Municipal dos Direitos da Criança e do Adolescente – no qual o Espro teve participação ativa – para contribuir com a elaboração da resolução necessária para programas de Aprendizagem na cidade de São Paulo.
Em 2005, a Lei 11.180 alterou o limite de faixa etária do Aprendiz, o que gerou um aumento significativo no número de vagas, já que, todas as vagas vedadas aos menores, ficaram liberadas para os jovens maiores de idade. Este aumento de vagas provocou o crescimento da demanda para programas de Aprendizagem nas cidades do interior dos estados. No Espro, por exemplo, alguns dos nossos parceiros têm vagas em mais de 500 cidades. Neste período, nossa instituição teve que ampliar rapidamente a estrutura, com novas filiais e construiu uma grande rede de organizações parceiras para atender a nova demanda. No mesmo ano, o Decreto 5598/2005 regulamentou a Lei 10.097/2000, gerando maior segurança, tanto para as empresas quanto para as organizações certificadoras.
A Lei do Aprendiz é uma obrigação legal e dificilmente é atendida espontaneamente. No início, a adesão foi bastante modesta pois havia ausência de informação sobre a nova legislação e as obrigações por ela geradas. O Ministério do Trabalho e do Emprego (MTE) e as organizações certificadoras que passaram a promover um grande número de eventos e fóruns esclarecedores. As empresas passaram a ver o que parecia um custo obrigatório como um bom investimento. E assim, várias empresas passaram a utilizar os programas de Aprendizagem em sua política de recrutamento e formação profissional de novos colaboradores; outros colocaram o programa dentro da política de Responsabilidade Social Corporativa e foram encontrando soluções que melhor atendiam às necessidades e valores de cada organização. Algo importante e positivo é que muitas empresas parceiras tornaram-se entusiastas apoiadoras do programa de Aprendizagem após ver, e principalmente constatar, no convívio com os jovens, quantos benefícios o programa traz, tanto para os Aprendizes quanto para elas próprias.
O grau de instrução como divisor de águas
Vários estudos comprovam que quem ingressa precocemente no mercado de trabalho, interrompendo seus estudos, tem grande chance de ser expulso desta condição – também precocemente – pela falta de preparo. Uma pesquisa do Ipea – Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada – indica que, entre 2000 e 2007, a demanda do mercado para pessoas que tem no mínimo 11 anos de estudo, ou seja, que concluiu o ensino médio, aumentou de 28% para 38%. Já para quem tem até 8 ou 9 anos de estudo, esta demanda cai de 24% para 16%. Embora estejamos assistindo a avanços significativos na área da educação, o número de jovens entre 15 e 24 anos de idade que não estudam ou que tem grande déficit escolar, ainda é muito alto.
É claro que os programas de Aprendizagem não resolvem este problema na raiz, nem é essa sua função, mas ajudam e estimulam o jovem a retomar ou continuar seus estudos. As taxas de evasão e abandono escolar são os mais críticos justamente entre 14 e 18 anos. Ainda segundo o Ipea, quem possui até 8 anos de estudo tem 40% de chance de ficar na linha de pobreza (tendo no máximo, meio salário mínimo per capita). Quem possui 11 anos de estudo, ou seja, concluiu o ensino médio reduz esta chance a 9%. A disparidade é extremamente significativa já que estamos falando de uma diferença de apenas três anos. Pensando nas centenas de milhares de jovens que perdem a oportunidade de estudar a cada ano e o ônus que isso significa para o futuro não só deles mas de todo o país, estamos diante de um grande desafio para a sustentabilidade da nossa sociedade.
Sem perder de vista este desafio, o governo criou o Fórum Nacional de Aprendizagem Profissional com o objetivo de amadurecer, junto com todos os públicos estratégicos, as vertentes da Aprendizagem, tornando-a viável e bem-sucedida. O Espro foi um dos protagonistas para a fundação do Fórum e o integra desde então, participando ativamente de todos os debates. Nos últimos quatro anos, segundo dados do CAGED, Cadastro Geral de Empregados e Desempregados, tivemos mais de 645 mil jovens capacitados para o mercado de trabalho. Hoje, a meta do governo é chegar até 2015 ao número de 1,200 milhão de Aprendizes no país. Obviamente, tendo metas a atingir, o governo vê-se na obrigatoriedade de criar condições para que a Aprendizagem se torne possível, disseminada e devidamente monitorada. O que se nota é que, desde o ano de 2000, nunca se teve um momento em que a movimentação do governo com relação a este assunto estivesse tão ativa.
Esta demanda deverá ser atendida, em conjunto, pelo Sistema “S”, pelas Escolas Técnicas e pelas Organizações Sem Fins Lucrativos. No Espro, vemos várias formas de ajudar o Brasil a atingir esta meta: contribuindo com a construção de novos programas para segmentos pouco explorados pela de Aprendizagem; por meio de parcerias, auxiliando outras instituições se tornarem certificadoras; se articulando para a evolução do programa por meio de presença constante nos debates e decisões do governo e parceiros referentes ao assunto e; por fim, realizando cada vez melhor o nosso trabalho. Com a nossa contribuição, mais de 17 mil jovens são formados a cada ano em mais de 2 mil municípios no Brasil. Por isso, temos investido no aumento de nossa excelência operacional pelo qual, inclusive, todo o quadro gerencial da instituição foi ampliado e na implementação da governança corporativa, que vem reforçar o nosso propósito de uma gestão de excelência e transparente. Também obtivemos a certificação ISO 9001:2008 na “Gestão de Vínculo Empregatício dos Aprendizes que atuam na cidade de São Paulo” e a NGO Benchmarking no período de 2008 a 2010 que atesta as melhores práticas em governança e padrões internacionais de gestão do Terceiro Setor.
Ser uma empresa que apoia a Aprendizagem
A experiência – como militante da causa da Aprendizagem, desde o início da Lei do Aprendiz – não só do Espro, como também de outras instituições envolvidas com a causa como Instituto Ethos, Atletas pela Cidadania e outras, mostra que mesmo os empresários mais resistentes têm a sua concepção sobre o assunto positivamente alterada após contratarem seu primeiro Aprendiz. E isso se deve a percepção de que ao contratá-los, passam a ter a nobre atribuição de prepará-los para um futuro profissional, fazem um ato de responsabilidade social e percebem que os investimentos são condizentes e compensadores. A prática da responsabilidade social pressupõe que toda a cadeia envolvida seja impactada. Ninguém vai a lugar algum só.
Num país como o Brasil, onde ainda existe o déficit social e o educacional, ser uma empresa que apóia a Aprendizagem é uma importante contribuição. É preciso que apoiemos iniciativas que gerem oportunidades e despertem o interesse intelectual nos jovens. Trazer a causa social para dentro de casa. Isso contribui para a sustentabilidade da nossa sociedade.
Empresas mais sensíveis à causa da inserção do jovem observam a importância de todos estes aspectos e promovem treinamento e capacitação de seus Aprendizes, realizando acompanhamento e oferecendo-lhe a possibilidade de avanço educacional. Têm, em sua maioria, muito interesse na efetivação do Aprendiz após o cumprimento do programa, pois investem neste jovem profissional.
Um círculo virtuoso
No Espro, o apoio à Aprendizagem multiplica os resultados positivos, pois, por meio do NADS – nosso Núcleo de Assistência e Desenvolvimento Social – o benefício ao jovem é estendido aos seus familiares e entorno pela promoção de cursos profissionalizantes, qualificação dos serviços, acesso à proteção social, entre outros que podem gerar renda e trazer inclusão e dignidade a um maior número de jovens e suas famílias.
As ações de responsabilidade social geram uma cadeia de interligações que propicia uma melhor condição de vida à sociedade e o consequente crescimento do país. Cada atitude irá compor o todo: um universo onde todos têm sua atribuição e que, no Brasil, vemos um grande potencial de realização, principalmente ao olhar toda a trajetória que já cumprimos e a que ainda somos capazes de realizar.
Marinus Jan van der Molen, engenheiro civil, formado na Hogere Technische School de Amsterdam, Holanda. MBA em Gestão e Empreendedorismo Social pela FIA. É superintendente executivo do Espro e integrante do Fórum Nacional de Aprendizagem.
O Espro fechou parceria com a Faculdade FIB do grupo da Estácio de Sá, de Salvador, no dia 1 de setembro. A partir desta data, os jovens do Espro passaram a utilizar o espaço da faculdade. Foram cedidas 5 salas de aulas e uma sala para o administrativo, além do acesso ao laboratório de informática.
A previsão é de que já tenhamos novas turmas usufruindo deste novo local no início de 2012. Além disso, com o objetivo de promover a inserção dos jovens no ambiente acadêmico, a faculdade FIB fechou um convênio com Espro onde os jovens e seus parentes terão de 20 a 30% de desconto nas mensalidades dos cursos de graduação e especializações.
“Esta parceria é, sem dúvida, uma iniciativa significativa que promoverá a ampliação da atuação do Espro na Bahia e, principalmente, a inserção de mais jovens no mercado de trabalho da região melhorando sua qualidade de vida e a de seus familiares”, afirma Eliandra Cardoso, superintendente operacional do Espro.
Um milhão e duzentos mil Aprendizes até o fim de 2015. O referencial numérico citado é apenas o início de uma longa caminhada apresentada por meio de metas e ações discutidas no Fórum Nacional de Aprendizagem Profissional – FNAP, dia 21 de junho, em Brasília (DF).
A política voltada para a Aprendizagem profissional vem ganhando força com o número cada vez mais crescente de jovens Aprendizes. De acordo com a RAIS 2010 – Relação Anual de Informações Sociais – só em dezembro passado, eram 192.959 contratos vigentes pelos diversos setores da economia.
Os presentes no encontro, entre eles, o superintendente do Espro, Marinus Jan van der Molen, externaram a necessidade de interlocução formal com os fóruns estaduais de Aprendizagem por meio de uma reunião ampliada por grupos temáticos que promoverão novas ações de Aprendizagem.
Outra ação relevante e de caráter democrático é ampliar o número de Aprendizes portadores de deficiência. A Lei 12.470 acabou de ser sancionada garantindo aos Aprendizes portadores de deficiência a continuidade do Benefício de Prestação Continuada da Assistência Social (BPC), assim poderão ser inseridos ao mundo do trabalho sem perder este benefício.
A apresentação de dez ações que constarão da proposta do Plano Plurianual, referente ao período que vai de 2012 a 2015, reforçou a necessidade de agilizar o encaminhamento de projeto de lei ao Congresso Nacional. Além disso, regulamentar a contratação de Aprendizes por parte da administração pública direta, indireta, autárquica e fundacional e estimular esse modelo de contrato de trabalho junto às empresas prestadoras de serviços aos entes públicos das três esferas de governo.
Também foi votado o Regimento FNAP que visa alterar o regimento interno. Dentre as modificações aprovadas estão: a estruturação de um processo eleitoral para eleição de membros representantes de instituições formadoras e sociedade civil, definição de número e período de reuniões e provável inclusão de dois novos integrantes efetivos, sendo estes o Ministério do Desenvolvimento Social e Combate à Fome – MDS e o Conselho Nacional de Assistência Social – CNAS.

A educação ergueu-se, a princípio, como um produto para um pequeno segmento da sociedade, com um currículo limitado e, no Brasil, só passou a abranger a todas as pessoas quando se percebeu a necessidade de aprimorar a classe trabalhadora, no início do século XX. O intuito real era de se obter, por meio dessa instrução, uma maior produtividade. Foi neste cenário que surgiu o que chamamos hoje de educação profissional.
Na década de 20, o ensino profissional passou a ser atribuição do Ministério da Agricultura, Indústria e Comércio o que fomentou o desenvolvimento do ensino industrial, comercial e agrícola. Nos anos 30, foi intensa a instalação de escolas comerciais e foi também nesta época que as escolas profissionalizantes foram tratadas como um dever do Estado em benefício das classes menos favorecidas, mas deveriam receber o apoio das indústrias e sindicatos. Em 1942 são regulamentas as Leis Orgânicas da Educação Nacional e surgem o Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial – SENAI e, em 1946 o SENAC, Serviço Nacional de Aprendizagem Comercial. Ainda neste ano, o governo Vargas criou o conceito de menor Aprendiz que, agregado aos fatores já descritos, consolidou o ensino profissional no Brasil.
Durante todo o seu percurso, o surgimento de novas tecnologias e as consequentes mudanças no setor produtivo faz com que a área educacional tenha de estar sintonizada com as necessidades das empresas e as supra com profissionais bem capacitados. É a ampliação do escopo de atuação do ensino profissional imposta pela realidade e evolução do mercado. Com este novo desafio, a educação profissional bem conduzida tem suma importância.
Para acompanhar esta necessidade de adequação faz-se necessária a reinvenção dos conceitos e a busca por ferramentas que propiciem eficiência ao ofício da educação profissional. Neste contexto, levando-se em conta a constante atualização, existem alguns aspectos a ser considerados ao ensinar algo ou ao promover desenvolvimento de competências e habilidades a alguém, principalmente quando falamos de Aprendizes. São eles:
1. verificar se o que vai ser ensinado e aprendido é necessário para sua inserção naquele mercado de trabalho;
2. ampliar, no que for viável, o escopo de ensinamentos visando a formação mais global do Aprendiz;
3. confirmar se os Aprendizes conhecem o assunto que se pretende ensinar;
4. especificar de forma clara os resultados que se quer alcançar;
5. selecionar e organizar experiências de Aprendizagem;
6. avaliar o desempenho dos Aprendizes de acordo com os
resultados esperados.
A análise e resolução destes aspectos incidem na construção estratégica do modo de ensinar. Assim, para ter a educação profissional como uma estrutura fundamentada, é primordial responder às seguintes questões:
1. Para onde vou?
Determinação do objetivo que se quer atingir, onde se quer chegar.
2. O que ou quem estamos formando?
Analisar o público que recebe esta informação para utilizar a melhor forma de falar com ele.
3. Como chegarei lá? De que forma vou atingir o meu objetivo?
Planejamento: ferramentas e métodos que serão utilizados para atingir o objetivo determinado.
4. Como saber se cheguei? Qual o resultado do meu trabalho?
Monitoração das ações. Critérios para mensuração de resultados.
A própria definição de educação profissional auxilia na composição destas respostas: a educação profissional busca integrar escola e trabalho levando-se em conta técnicas de produção e critérios de produtividade e requer, além do domínio operacional de um determinado fazer, a compreensão global do processo produtivo, a compreensão do saber tecnológico, a valorização da cultura do trabalho e a mobilização dos valores necessários à tomada de decisões. É um processo educacional planejado para obtenção de Aprendizagem aproveitável nos processos produtivos. Para iniciar a abordagem estratégica da educação profissional é necessário que esta definição seja desmembrada em ações que possibilitem cumprir cada um de seus aspectos.
Uma das possibilidades de melhor traduzir este conceito para um aspecto prático e que funcione, é também um grande desafio das entidades de ensino profissional – aqui contemplamos escolas técnicas e ONGs – e que está, inclusive, sendo praticado pelo Espro: transformar o ensino de conteúdos em competências para o trabalho. O conhecimento é entendido como simplesmente saber. A habilidade refere-se ao saber fazer relacionado com a prática do trabalho. É aí que entra a competência como um conjunto de recursos cognitivos, afetivos e psicomotores que a constituem. É usado como sinônimo de capacidades.
Competência pode ainda ser definida como um conjunto de capacidades e conhecimentos organizados para realizar uma tarefa ou um conjunto de tarefas, satisfazendo exigências sociais precisas. Essas capacidades são transversais; exprimindo as potencialidades de uma pessoa, independentemente dos conteúdos específicos de determinada área. As capacidades não são atitudes inerentes ou dons; elas se manifestam e se desenvolvem para favorecer a Aprendizagem. As capacidades não são diretamente observáveis, nem avaliáveis e nunca são totalmente dominadas, uma vez que se desenvolvem ao longo da vida.
A educação profissional realizada por competência desenvolve no jovem a percepção “do quê e do por quê?” dos fatos. Faz com que ele aprenda “como fazer” e ainda estimula o “querer, a determinação” em realizar. Assim, aqui temos a prática do famoso CHA: Conhecimento, Habilidade e Atitudes.
Nos nossos programas de Pré-Qualificação Profissional e de Aprendizagem, adotamos como primordiais, as questões postural e comportamental com destaque para a responsabilidade, saber trabalhar em equipe, ser colaborativo e organizado, ter proatividade, bom relacionamento interpessoal, adaptabilidade, dentre outras tantas competências e habilidades. Dessa forma, o desenvolvimento de competências e habilidades tem sido estruturado onde a prioridade é “o fazer”, e não “o saber”. Os programas são estruturados como “estudos de caso”, em dinâmicas comportamentais que auxiliam o Aprendiz a romper com o modelo mental de relacionamento familiar e passar ao modelo de relacionamento profissional, baseado na observação da realidade, reflexão e ação.
O propósito é que com esta prática, o jovem venha assumir em sua vida profissional uma postura de protagonista, buscando constante profissionalização, responsabilize-se por suas ações, trabalhe pelo sucesso coletivo e se proponha a agir, resolver e fazer acontecer. Quem tem competência profissional está aberto à soluções criativas e à inovação.
Portanto, é missão da educação profissional ser a ação educativa que desenvolve competências para o trabalho. Assim, os jovens profissionais estarão preparados para suprir as necessidades das empresas e da sociedade, que necessita de trabalhadores capacitados e engajados no crescimento pessoal e também do nosso país.
Desde 2010, o Espro vem se estruturando para atuar no modelo de Governança Corporativa com o objetivo de promover maior transparência, excelência na prestação de contas, equidade e responsabilidade corporativa.
Com a consolidação do novo modelo, mudanças foram necessárias para atender às etapas de implantação da Governança Corporativa. O Conselho Deliberativo e a Diretoria foram substituídos por um Conselho Diretor que passou a contar com dois comitês: o de Estratégia, Performance e Pessoas e o de Auditoria e Gestão de Riscos.
Além do Conselho Diretor, Fiscal e Consultivo foram criados o cargo de Controller e novas Superintendências. Essas alterações garantirão a estrutura atual. O objetivo é promover a proximidade do Conselho com a administração do Espro nas decisões estratégicas de gestão.
Nova estrutura de Governança Corporativa do Espro
• Conselho Diretor e Comitês Permanentes (Estratégia, Performance e Pessoas / Auditoria e Gestão de Riscos): formado por pessoas do Rotary Club e independentes que se reúnem periódica e voluntariamente para verificar o andamento das ações e resultados da instituição, estabelecendo metas globais e tomando decisões estratégicas. O presidente do Conselho do Espro é o Dr. Fernando Nobre.
• Controller: instalado na sede do Espro, em São Paulo, é responsável pela implantação do Controle Orçamentário, dos Controles Internos e do projeto de Gestão de Risco, além de ser Assessor do Conselho, responde diretamente ao Conselho Diretor. Ginaildo Silva é o novo Controller do Espro.
• Superintendências Executiva, Operacional e Administrativa Financeira: instaladas na sede do Espro, em São Paulo, comandam diariamente as atividades da instituição em todo o Brasil. São representados, respectivamente, por Marinus Jan van der Molen, Eliandra Cardoso e Fábio Escaleira.
• Gerências: instaladas na sede do Espro, em São Paulo, são responsáveis pelo funcionamento das atividades e resultados das áreas operacionais do Espro em todo o Brasil. São elas: Administrativo Financeiro (Welberty Souza), Administração de Pessoal (Fábio Sanches), Comunicação e Marketing (Adriano Vianini), Controle e Projetos (André Pimentel), Contas Estratégicas (Rogério Correa), Desenvolvimento Organizacional (Carlos Eduardo Pereira), Educação Profissional (Marcos Bragança), Jurídica (Rosiane Soncini), Projetos Pedagógicos (Nadir Cristelli), Relações Corporativas (Wandher Rizzo), Planejamento Operacional (Everton Mendes) e Tecnologia da Informação (Denilson Raimundo). As filiais Rio de Janeiro e Belo Horizonte passam a ter gerentes locais que serão responsáveis pelas atividades do Espro nas regiões. Os responsáveis são, respectivamente, Débora Lobato e Marco Ferreira.
• Coordenações de filiais e polos: representam o Espro em várias regiões do país, como Paraná (região sul – Cristiano Baladon), Distrito Federal (Mariana Rocha), Pernambuco (região nordeste – Michelle Melo), Campinas (Marcela Toledo) e demais localidades (Margareth Pinto).
Além da consolidação do sistema de Governança Corporativa, o Espro também investe fortemente em infraestrutura, tecnologia da informação, pesquisas, gestão executiva e novos projetos que visam preparar a organização para atender a crescente demanda das Empresas, Aprendizes e ampliar seu impacto social.
O Espro ainda oficializou a contratação da KPMG, que já é responsável pela nossa auditoria contábil externa, para a implementação do Projeto de Gestão de Risco, que vai mapear e procurar diminuir os riscos aos quais a instituição está sujeita. Como no Sistema de Gestão da Qualidade, trata-se de um processo que está sendo trabalhado para fazer parte da essência dos colaboradores.
Realizado numa parceria da empresa Contar com o Espro, ocorreu em Recife, no dia 21 de setembro um Café com Aprendizagem. Este encontro teve como objetivo esclarecer as dúvidas dos empresários sobre a Lei do Aprendiz.
Estavam presentes cerca de 14 empresas, entre elas Infraero, Asconta, Construtora Gabriel Bacelar, Grillo Flores, Maravilha Motos,Tecnovida, Pontual Recife, Controle, Contar, Instituto Empreender, Contserv, Datelli e Multicontabil. As empresas mostraram-se, durante toda a palestra, muito interessadas pelo conteúdo estava sendo exposto. Após o evento, algumas já demonstraram estar propensas a contratar um jovem Aprendiz bem brevemente.
Durante o encontro, um total de 10 jovens do curso de Pré-Qualificação Profissional que vivem em situação de vulnerabilidade apresentou a orquestra que é mantida pelo Instituto Pró-Criança. O Espro tem uma parceria com o Pró-Criança desde o mês de maio de 2011 e promove a capacitação de alguns jovens deste projeto. A apresentação sensibilizou a todos os presentes.
Um dos jovens aprendizes da Contar falou a todos como tem sido positiva a sua inserção no mercado de trabalho. “O curso de Pré-Qualificação do Espro contribuiu muito para que eu chegasse onde estou. Apesar do pouco tempo de trabalho, posso dizer que trabalhar na Contar tem sido uma experiência maravilhosa”, completa.